Campo Grande lançou nesta segunda-feira (25) uma ofensiva para tentar destravar a demora por cirurgias, exames e procedimentos especializados. Batizado de Vira CG Saúde, o programa foi apresentado pela prefeita Adriane Lopes (PP) para fazer a fila andar a partir de um investimento de mais de R$ 60 milhões e de uma força-tarefa com hospitais conveniados, equipe da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e apoio da bancada federal.
Segundo a prefeitura, a meta é realizar mais de 24,8 mil atendimentos, entre cirurgias, exames e procedimentos diagnósticos. Nesse pacote entram mais de 8,4 mil cirurgias e mais de 16,8 mil exames e procedimentos. A expectativa anunciada pela gestão é aliviar entre 60% e 70% da demanda reprimida, sobretudo de pacientes que aguardam atendimento há cerca de um ano ou mais.
Ao apresentar o programa, Adriane disse que a iniciativa tem relação direta com um compromisso assumido ainda no período eleitoral. “Na nossa campanha, nós nos comprometemos a buscar o final das filas de espera na área da saúde. Isso é virada na área da saúde da Capital”, afirma.

A prefeita destacou que o programa começa com um Dia D de cirurgias nos hospitais conveniados e que a proposta é combinar execução com acompanhamento dos pacientes. “Nós vamos agora avançar com o dia D da cirurgia nos hospitais. Avançando, executando e acompanhando o paciente depois dos procedimentos”, declarou. A ideia da gestão é não apenas ampliar o volume de atendimentos, mas também organizar esse fluxo para que os resultados apareçam mais rapidamente.
Na prática, o mutirão vai atender casos de média e alta complexidade. Entre as áreas contempladas estão cirurgias ortopédicas, gerais, vasculares, bariátricas, urológicas, oftalmológicas, pediátricas e oncológicas, além de exames como ressonância magnética, tomografia, colonoscopia, endoscopia e radiografias. O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, explicou que a demanda é grande em todo o país, mas reconheceu que, em Campo Grande, há pacientes esperando há muito tempo. “A fila do SUS tem que ser controlad”, embora zerá-la seja difícil por causa do subfinanciamento da saúde”, revela.

Ao justificar a necessidade do programa, Adriane voltou a insistir que a Capital carrega uma pressão maior sobre a rede, por receber pacientes de fora. “Hoje, Campo Grande investe 30% do orçamento em saúde. Nós precisamos de aporte de mais recursos, porque nós atendemos a nossa cidade, mas atendemos também um número maior de pessoas na Capital”, alerta.
A prefeita afirmou que a intenção é manter o programa ativo por mais tempo, desde que haja novas fontes de financiamento. “Esse programa, ele tem uma continuidade, nós vamos usar esse recurso que foi aplicado agora pela bancada federal, um recurso considerável, R$ 60 milhões, mas nós vamos em busca de mais recursos”, afirmou. Segundo ela, a conversa com deputados e senadores foi positiva e há disposição política para continuar investindo na Capital.
| Item | Informação |
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| Nome do programa | Vira CG Saúde |
| Cidade | Campo Grande |
| Investimento anunciado | Mais de R$ 60 milhões |
| Total de atendimentos previstos | Mais de 24,8 mil |
| Cirurgias previstas | Mais de 8,4 mil |
| Exames e procedimentos diagnósticos | Mais de 16,8 mil |
| Redução estimada da fila | Entre 60% e 70% da demanda reprimida |
| Áreas atendidas | Ortopedia, cirurgia geral, vascular, bariátrica, urologia, oftalmologia, pediatria e oncologia |
| Exames incluídos | Ressonância, tomografia, colonoscopia, endoscopia e radiografias |
| Início da ação | A partir desta segunda-feira, com Dia D de cirurgias
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pmcg
