{"id":44529,"date":"2026-05-09T20:25:58","date_gmt":"2026-05-10T00:25:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sgonoticias.net\/inicio\/?p=44529"},"modified":"2026-05-09T20:38:09","modified_gmt":"2026-05-10T00:38:09","slug":"investidores-perdem-bilhoes-de-reais-com-queda-no-preco-da-celulose-e-minerios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sgonoticias.net\/inicio\/?p=44529","title":{"rendered":"Investidores perdem bilh\u00f5es de reais com queda no pre\u00e7o da celulose e min\u00e9rios"},"content":{"rendered":"<p>O plantio de novas florestas de eucaliptos e a constru\u00e7\u00e3o de uma nova f\u00e1brica de celulose seguem a todo vapor em Mato Grosso do Sul. Da mesma forma est\u00e3o os investimentos na extra\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro. Os dois setores est\u00e3o nas m\u00e3os das fam\u00edlias Feffer e Batista, duas das fam\u00edlias que aparecem entre as quatro mais ricas do Pa\u00eds. E, apesar do boom nos dois setores, os detentores dos neg\u00f3cios deixaram de faturar bilh\u00f5es nos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.correiodoestado.com.br\/img\/c\/920\/615\/dn_arquivo\/2026\/05\/suzano-cerrado.jpg\" alt=\"Nos 4 primeiros meses do ano foram produzidas 890 mil toneladas de celulose na f\u00e1brica da Suzano de Ribas, ativada em julho de 2024\" \/><\/p>\n<p>Isso ocorre porque os pre\u00e7os da celulose e dos min\u00e9rios est\u00e3o em queda livre no mercado externo, o que acende\u00a0um alerta em dois dos mais importantes setores da economia de Mato Grosso do Sul. A cota\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio de ferro despencou 60% e a da celulose, quase 16% na compara\u00e7\u00e3o entre o primeiro quadrimestre do ano passado com\u00a0igual per\u00edodo de 2026.<\/p>\n<p>Por conta da retra\u00e7\u00e3o, no primeiro quadrimestre deste ano os dois grupos econ\u00f4micos que controlam as tr\u00eas f\u00e1bricas de celulose no Estado deixaram de faturar em torno de R$ 900 milh\u00f5es. A fam\u00edlia Feffer \u00e9 dona da Suzando e a Batista, da Eldorado.<\/p>\n<p>Nos primeiros quatro meses deste ano o volume exportado chegou a 2,21 milh\u00f5es de toneladas, igualando as vendas externas de 2025. O faturamento, por\u00e9m, caiu de US$ 1,124 bilh\u00e3o para US$ 941 milh\u00f5es. Isso significa quase US$ 183 milh\u00f5es, ou R$ 900 milh\u00f5es, a menos por um volume igual.<\/p>\n<p>Os dados, que fazem parte da Carta de Conjuntura das Vendas Externas, elaborados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, \u00a0revelam que o pre\u00e7o m\u00e9dio da tonelada nos quatro primeiros meses do ano passado foi de 506 d\u00f3lares. No primeiro quadrimesre deste ano, as empresas Suzano e Eldorado faturaram apenas 426 d\u00f3lares por tonelada.<\/p>\n<p>A retra\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os n\u00e3o \u00e9 fen\u00f4meno recente. J\u00e1 s\u00e3o pelo menos 18 meses de recuos cont\u00ednuos. No consolidado de 2025, as duas ind\u00fastrias de Tr\u00eas Lagoas e a de Ribas do Rio Parde deixaram de faturar R$ 4,5 bilh\u00f5es se os pre\u00e7os forem comparados com os do ano anterior.<\/p>\n<p>Em 2025, o volume exportado cresceu 48% , mas o faturamento em d\u00f3lar cresceu apenas 17%, passando de U$ 2,633 bilh\u00f5es para U$ 3,111 bilh\u00f5es. Isso significa que, em m\u00e9dia, o valor da tonelada caiu de 572,39 d\u00f3lares para 451,34 d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Em novembro do ano passado, o comando da Suzano, maior produtora de celulose do mundo, alertou que o setor da celulose estava correndo risco de colapso global, uma vez que os pre\u00e7os estavam insustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o para a queda, segundo a empresa, era o aumento seguido da oferta e a queda no consumo, principalmente da China. Diante disso, a sa\u00edda seria reduzir a produ\u00e7\u00e3o. Esta retra\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o est\u00e1 ocorrendo nas ind\u00fastrias de Mato Grosso do Sul, que ainda operam no azul.<\/p>\n<p><strong>MIN\u00c9RIOS<\/strong><br \/>\nNo caso da exporta\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bem mais cr\u00edtica. Nos primeiros quatro meses do ano passado, tamb\u00e9m com base dos n\u00fameros da Carta de Conjuntura, o faturamento por tonelada foi de US$ 50,00. Agora, este valor m\u00e9dio despencou 60% e est\u00e1 em apenas US$ 20,00.<\/p>\n<p>No primeiro quadrimestre de 2025 foram exportadas 1.947.258 toneladas de min\u00e9rio de ferro, principalmente com as vendas feitas pela empresa dos irm\u00e3os Joesley e Wesley Batista atuante nas morrarias de Corumb\u00e1. Estas vendas garantiram faturamento de US$ 97,4 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Neste ano, o volume das exporta\u00e7\u00f5es aumentou em quase 58%, chegando a 3.019.431 de toneladas, mesmo com o baixo n\u00edvel do Rio Paraguai nos primeiros dois meses do ano. O faturamento, por\u00e9m, foi despencou mais de 35%, ficando em US$ 62,8 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>ABASTADOS<\/strong><br \/>\nConforme dados da revista Forbes, a fam\u00edlia Batista, dona da Eldorado Celulose e da mineradora \u00a0LHG Minig, acumula fortuna de R$ 50 bilh\u00f5es e \u00e9 a terceira mais rica do Brasil. Logo depois dela aparece a fam\u00edlia Feffer, dona da Suzano, \u00e0 qual \u00e9 atribu\u00eddo um patrim\u00f4nio da ordem de R$ 19 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em primeiro e segundo lugar neste ranking dos super ricos est\u00e3o, respectivamente, a fam\u00edlia Moreira Sales, dona\u00a0do banco Ita\u00fa, e a fam\u00edlia Marinho, dona da rede Globo.<\/p>\n<p>Fam\u00edlia Moreira Salles (R$ 128 bilh\u00f5es)<br \/>\nFam\u00edlia Marinho (R$ 51 bilh\u00f5es)<br \/>\nFam\u00edlia Batista (R$ 50 bilh\u00f5es)<br \/>\nFam\u00edlia Feffer (R$ 19 bilh\u00f5es)<br \/>\nFam\u00edlia Setubal (R$ 9,95 bilh\u00f5es)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>forbes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O plantio de novas florestas de eucaliptos e a constru\u00e7\u00e3o de uma nova f\u00e1brica de celulose seguem a todo vapor em Mato Grosso do Sul. 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